terça-feira, 14 de dezembro de 2010
my fucking fight
Nem sempre vou poder expor o que eu sinto... Cansei de dar exemplos estúpidos pra coisas tão complexas simplesmente por que quem ouve não enxerga à um palmo do seu nariz. E a única coisa que consegue me dizer é : “ah é foda né” ou “ah não imaginava que tava acontecendo isso com você”, e não argumentam, nem ao menos se dão ao trabalho de pensar em algo pra me dizer. Sabe, eu não saio mais por ai falando tudo que passa comigo, mas falo tudo que penso. Se eu soubesse pensar de alguma forma pra resumir o que sinto talvez eu falaria. As coisas complicam. Não me contento mais com meros olhares piedosos ou julgadores, não quero só parecer a rebelde sem causa. Aliás, não quero parecer nada, quero ser, quero acontecer, parecer é pouco. O público é fraco, hipócrita e sem emoção. Me desculpe, é isso que eu penso. Eu posso até não falar, mas é isso o que eu penso. A intenção faz toda a diferença. As pessoas não pensam no que acontece, por que isso as faz se sentir mal, tristes. Ok, cada um com seus problemas, mas podiam ser menos frios? Podiam pelo menos agir como se mortes e injustiças forem mais do que meras estatísticas, não precisou alguém que amo morrer pra eu dar ouvidos à tragédia que é a perda. E não sou só eu que penso assim. Existem muitos por aí que acabam por se calar diante de tanta incompreensão, confiando nas pessoas erradas, e logo se fechando pra todos, deixando passar quem talvez as compreendessem. Sabe, eu luto T O D O S os dias pra não ficar assim, silenciada pelos demais. Mas “é foda né”, deve ser isso que eu deveria pensar, pra ser menos doloroso, eu queria ser comum... Amar festas, pegar geral, e pensar que aquele vazio vai passar, mas eu sei que não vai... Por que com o tempo a gente para de falar nisso tudo? Não venha me dizer que é por que passou. É que é difícil conciliar nossos ideais, com a sobrevivência nisso que chamam de sociedade. O assassino de John Lennon era revoltado, leu um livro de um adolescente revoltado, e matou um astro da musica. Foi preso. E fim da história. E o que ele pensou? E como ele se sentiu? E o que ele pensa de tudo isso hoje? Será que ele cedeu aos pensamentos da tirania hipócrita, ou defende bravamente a sua ideologia? POORRA. É isso que eu quero saber. Ele matou o cara e fim?! Parem de se preocupar com os fatos! Parem de ser tão sanguessugas, tão urubus, tão mídia! Mas dar ouvidos à alguém que PENSE não da lucro à ninguém né. Mano Brown já dizia: “A mídia é um fracasso.” Mas um fracasso pra quem? Quem a faz passa bem, tolo é quem acredita no que ela diz. E aqui jaz mais um desabafo, que não será nada mais do que lido, nada de interpretações, talvez umas correções na minha ortografia... Queria saber como ofender essa gente que se tornou robô, mas sei que por dois minutos se sentirá ofendida, até encontrar alguém que o conforte dizendo: “não se abale, ela é uma tola.” E pronto! Fim de papo. Fim.
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Bah Cláudia, respeitei MUITO esse teu post, e posso dizer que me identifiquei com muita coisa também, quando fechei a página do teu blog fui conversar com uma pessoa sobre umas coisas que aconteceram e a única coisa que eu ouvi foi "é foda". Poutz, daí tive que abrir a página de novo pra comentar HAISDAISUDH. Mas sei lá, pessoas que se dizem teus amigos e dão extrema atenção a coisas fúteis e não se preocupam nem um pouco com os teus problemas, não são capazes de dizer uma palavra que ajude, sempre o velho clichê. Chega uma hora que cansa.
ResponderExcluirÉ isso, Claudinha *-* parabéns pelo blog (:
sempre representando né, tu é de verdade meu, muito bom o post. ♥
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