domingo, 19 de dezembro de 2010
sem mão na cara
Me preocupam essas verdades absolutas que todo mundo tem sobre si, aquele defeito ou aquela qualidade, aquela mania, vício que temos certo sobre nós, são tão armadilhas, são tão estúpidas mentiras nas quais insistimos em acreditar, e quem está de fora não tem coragem de apontar, e muito menos consegue enxergar. Construímos castelos de areia que ninguém tem coragem de derrubar, se alguém tivesse tal coragem, não iria explorar, a gente constrói castelos de areia sim, mas não pra se proteger, e sim pra esconder, tapar a realidade, cultivar a sós nossa mediocridade. Essa podridão não da trégua, eu olho pra ela e ela se nega a reconhecer-se, espelho não é um objeto, é um senso. Caráter, ah o caráter! Admiro essa linda utopia, me recuso a nela acreditar. E agora quem vai vim me contrariar? Pode parecer relativo, mas é fato, não é maldição, muito menos castigo, mera conseqüência dessa falta de amor, ame as pessoas, ame as coisas, ame o que quiser, mas ame! Não escolha momentos para ser verdadeiros, a bondade depende da situação? Esquece o último ponto de interrogação. Fatos são fatos, por hoje nada de alienação. Ninguém é cem por cento nada, ninguém é cem por cento tudo, somos filhos de uma nação onde normal é ser imundo. Mortes provocadas, violência, mentira. A tão esquecida benevolência que virou sátira, a verdade tu aspira e deixa pra lá, teus atos não correspondem aos de alguém que quer mudar. Continue fingir, politicamente correto, pelo menos posso julgar verdadeiramente! Já que só somos sinceros quando queremos impedir que alguém faça o que é realmente certo.
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ba eu aplaudi, essa foi mto boa.
ResponderExcluirfudido esse post
ResponderExcluir'Continue fingir, politicamente correto, pelo menos posso julgar verdadeiramente! Já que só somos sinceros quando queremos'
ResponderExcluirmt da hora cláu apenas falou a verdade!